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18 de Julho de 2020

A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO CORRETA DO SOLO NO INVERNO

O inverno chegou à região sul e a preparação do solo é primordial para um bom cultivo na estação.  O melhor uso das tecnologias disponíveis, através do conhecimento e estudo, continua sendo o melhor insumo.


Ajustando o orçamento


Neste momento de incertezas do setor produtivo, é preciso ajustar cada item do investimento na lavoura de inverno. No trigo existem três conjuntos de insumos que representam os custos principais: fertilizantes, sementes e defensivos. É possível definir estratégias de manejo adequando os custos de produção em cada um destes fatores.

Sementes


Os cereais de inverno possuem grande plasticidade em termos de densidade de semeadura devido a capacidade de compensação existente entre os componentes do rendimento. Isso é feito em grande parte através do aumento ou diminuição do número de estruturas reprodutivas, representadas principalmente pela variação do número de espigas.
Na prática, é possível reduzir a quantidade de sementes por unidade de área no trigo até determinados níveis sem redução no rendimento de grãos. A orientação é verificar as informações fornecidas pelos profissionais da Bortoluzzi e fazer os ajustes considerando variações de acordo com a região, a época de semeadura e o histórico da área.

Fertilizantes


Os fertilizantes têm a maior participação nos custos de produção no trigo, representando aproximadamente 25% do investimento na lavoura. No trigo, o nitrogênio tem estreita relação com o potencial produtivo, ou seja, está comprovado pela pesquisa que o investimento em adubação nitrogenada pode resultar em maior rendimento de grãos. A eficiência de uso do N oscila entre 12 a 21 quilos de grãos para cada quilo de N adicionado, contudo o aproveitamento de N nos grãos tem um limite.
A quantidade de N recomendada pela pesquisa é de 60 a 120kg/ha, aplicando de 15 a 20kg/ha na semeadura e o restante em cobertura (perfilhamento e alongamento do colmo das plantas). A aplicação de N no espigamento não aumenta o rendimento de grãos, mas pode favorecer a concentração de proteínas. De modo geral, a dose na adubação nitrogenada varia em função do teor de matéria orgânica, da cultura precedente, da região e da expectativa de rendimento.
Segundo representantes da pesquisa, mais importante do que a dose de N são as condições ambientais no momento da aplicação, como temperatura e disponibilidade de umidade no solo, entre outras.